SOURCE: The HALO Trust (USA) Inc.

January 30, 2017 08:00 ET

20 após visita de Diana a Angola, HALO Trust afirma que campos minados continuam matando crianças

DUMFRIES, SCOTLAND--(Marketwired - 30 de janeiro de 2017) - 20 anos após Diana, Princesa do País de Gales, ter caminhado entre minas terrestres em Angola, HALO Trust afirma que as minas e dispositivos não deflagrados ainda oferecem perigo aos civis e prejudicam o desenvolvimento em Angola e em 63 outros países e territórios em todo o mundo.

Em setembro de 2016, oito pessoas da mesma família foram mortas perto de Kuito, uma cidade visitada por Diana, quando uma criança levou para casa uma mina antitanque. Outra criança morreu e duas outras sofreram amputações após encontrarem um morteiro não deflagrado em Huambo City, a apenas 5 km de onde a princesa visitou.

A visita de Diana em 1997 à Angola disseminou o conhecimento global sobre o problema das vítimas de minas terrestres e da natureza indiscriminada das armas. Países se uniram no final do ano para assinar o Tratado de Proibição de Minas em Ottawa. Apesar do enorme sucesso do Tratado em parar a produção e transferência de minas terrestres, HALO afirma que a proposta de prazo final de 2025 para um mundo sem minas terrestres não será alcançado sem o aumento substancial dos recursos financeiros para a limpeza das minas terrestres.

O pessoal da HALO, a primeira e mais antiga organização de caridade mundial de limpeza de campos minados, estava trabalhando na limpeza dos campos minados quando Diana caminhou no local no dia 15 de janeiro de 1997. Desde então, a HALO já destruiu mais de 92.000 minas terrestres, 800 campos minados e 162.000 projéteis, mísseis e bombas em Angola. O campo minado onde Diana caminhou hoje é uma comunidade próspera com moradias, uma marcenaria, uma faculdade pequena e uma escola. Mais ainda há muito para ser feito. A maioria das cidades em Angola já foram limpas mas as áreas rurais ainda continuam gravemente minadas e mais de 40% da população vive no interior do país. São 630 campos minados em oito províncias onde a HALO trabalha e, talvez, mais de 1.000 campos minados ainda restam no país.

Um grande declínio na assistência internacional forçou a HALO a reduzir suas equipes de limpezas de minas locas de 1.200 pessoas para somente 250 nos últimos anos. Hoje em dia, frotas de veículos blindados e equipamento especializado estão inativos por falta de recursos financeiros. Centenas de angolanos treinados em desativar as minas estão desempregados. Estimativas do número total de vítimas por minas terrestres e explosivos em Angola variam consideravelmente, entre 23.000 a 80.000. O tamanho do país e a extensão do conflito têm atrapalhado o trabalho da manutenção de registros confiáveis.

O progresso vagaroso da limpeza em Angola é um contraste com o caso de Moçambique, que declarou o país sem minas terrestres em 2015 após 22 anos de trabalho da HALO e outras operadoras.

James Cowan, CEO da HALO disse: "O mundo não pode dar as costas à Angola agora que Moçambique mostrou o que pode ser feito com a dedicação e determinação certas. Todo o mundo tem o direito de não conviver com os resquícios das guerras: a remoção dos dejetos é a primeira etapa para o recrescimento, desenvolvimento e paz. No entanto, 20 anos após a visita de Diana à Angola, crianças continuam a serem mortas e mutiladas pelas minas terrestres. 2017 é o ano para que possamos focar e energizar novamente e, finalizar o trabalho. Em conjunto, o mundo pode alcançar a visão do Tratado de Ottawa de ter um mundo sem minas terrestres".

64 países e territórios afetados pelas minas terrestres e outros itens de dispositivos não deflagrados, tais como munições de deflagração e dispositivos explosivos improvisados (improvised explosive devices - IEDs). Camboja, Sri Lanka, Angola e Afeganistão são os países mais gravemente afetados pelas minas terrestres no mundo, e a Síria, Iêmen e Iraque estão diante de um futuro incrivelmente inseguro devido ao uso disseminado de IEDs nos conflitos recentes. O Landmine Monitor informou recentemente que 6.461 pessoas foram feridas ou mortas por minas terrestres e outros resquícios de explosivos de guerra em 2015 -- um aumento de 75% sobre 2014 e o total mais alto já reportado desde os 6.573 de 2006.

Para marcar entrevistas com James Cowan e o pessoal da HALO que acompanhou Diana, imagens e infográficos, ligue para Louise Vaughan 0044 7984 203075 ou para Paul McCann 0044 7967 853217, ou envie email louise.vaughan@halotrust.org ou paul.mccann@halotrust.org ou visite https://www.halotrust.org/media-centre/

Para perguntas dos EUA após as 14h00 (horário da costa leste), contate Amy Currin 001.415.609.0696

www.halotrust.org

Nota para os editores:

  1. HALO Trust agradece ao PM/WRA do Departamento de Estado dos EUA e a Swiss Development Cooperation pela sua assistência na limpeza das minas terrestres em Angola.
  2. HALO Trust foi fundada em 1988 e tem por missão liderar os trabalhos de proteger as vidas e restaurar o modo de viver ameaçado pelas minas terrestres e destroços de guerra.

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