SOURCE: Institute for Economics & Peace

Institute for Economics & Peace

June 12, 2012 00:28 ET

2012 Global Peace Index: Mundo tornou-se ligeiramente mais pacífico no ano passado, revertendo a tendência dos últimos dois anos -

Nações aumentam a busca de paz externa para a projeção de poder econômico mais do que o poder militar.

- África subsaariana pela primeira vez não é a região menos pacífica

- Islândia é o país mais pacífico pelo segundo ano consecutivo

- Síria apresenta maior queda, caindo 30 posições para número 147 no ranking

- Somália continua sendo a nação menos pacífica pelo segundo ano consecutivo

- Término da guerra civil faz Sri Lanka dar o maior pulo, quase 30 posições

LONDON, UNITED KINGDOM--(Marketwire - Jun 12, 2012) - Melhoras na Escala de Terror Político (1) e ganhos em vários indicadores de militarização (2) causados pelos cortes de defesa oriundos da austeridade econômica foram os dois principais fatores que tornaram o mundo um lugar mais pacífico em 2012, de acordo com o mais recente Global Peace Index (GPI - Índice de Paz Global) divulgado. Isto é uma reversão da tendência observada nos dois anos anteriores consecutivos, quando o GPI apresentou uma queda da paz mundial. Se o mundo fosse completamente pacífico, o benefício da economia global seria de US$9 trilhões no ano passado (o mesmo que as economias da Alemanha e Japão.)

O GPI é a principal avaliação mundial da paz global produzida pelo Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz). Ele avalia os conflitos domésticos e internacionais, a segurança na sociedade e a militarização em 158 países usando 23 indicadores diferentes.

Todas as regiões, exceto o Oriente Médio e América do Norte (MENA), apresentaram melhoras, com a África subsaariana deixando o último lugar pela primeira vez desde o lançamento do GPI em 2007. Madagascar, Gabão e Botsuana apresentaram melhoras notáveis no último ano e a região também demonstrou a maior melhora das 'Relações com os Estados Vizinhos' entre 2009 e 2012.

Com a queda da paz na área, o Oriente Médio e África agora são as regiões menos pacíficas do mundo. A queda foi causada em grande parte pela agitação e instabilidade gerada pela Primavera Árabe. Os cinco indicadores que apresentaram maior deterioração no GPI foram as medidas de segurança e proteção da sociedade, parecendo ser um reflexo da turbulência que sacode o mundo árabe desde dezembro de 2010. A Síria apresentou a maior queda causada pela guerra civil, sendo seguida do Egito e Tunísia após a revolução.

"O que ficou flagrante no resultado desse ano e da tendência de seis anos é a mudança nas prioridades globais. As nações tornaram-se mais pacíficas externamente com a concorrência econômica, e não da força militar. O resultado da região África subsaariana foi particularmente notável - as guerras regionais diminuíram com a União Africana tentando alcançar o desenvolvimento econômico e a integração política", disse Steve Killelea, fundador e Presidente do Conselho Executivo do IEP. "A paz voltou aproximadamente para os níveis de 2007, mas apesar de as avaliações externas da paz terem melhorado, o conflito interno aumentou. Isto é particularmente notável no aumento das fatalidades causadas por atos terroristas que aumentaram mais de três vezes desde 2003".

Os dados de tendência também demonstram uma diferença substancial entre o nível de paz das democracias e outros tipos de governos. As democracias falhas têm um desempenho substancialmente melhor do que os regimes híbridos e autoritários, indicando que as medidas de repressão por parte dos governos, como a 'Escala do Terror Político' e o 'Nível de Conflito Organizado Interno', são previsores confiáveis da paz.

Killelea continuou: "A análise da tendência de seis anos mostra que os países nas posições mais altas e nas posições mais baixas do Índice raramente saem da sua posição - indicando que o tema paz 'aprisiona' nas duas extremidades. Existe também um 'ponto de virada' no qual os ganhos relativamente pequenos de paz parecem estar associados com grandes quedas na corrupção e grande aumento no PIB per capita. Com os países tentando se desenvolver, os legisladores devem observar o Dividendo da Paz e rever as estruturas de trabalho que resultam nas sociedades mais pacíficas".

OUTROS DESTAQUES REGIONAIS

A pontuação geral da região Ásia-Pacífico melhorou em grande parte em relação ao ano passado, e incluiu três dos cinco principais fatores de elevação. Sri Lanka apresentou a maior melhora na paz em geral, após o término da sua guerra civil. O Butão apresentou fortes ganhos ao ficar entre os 20 melhores pela primeira vez, devido principalmente à redução da tensão com os refugiados étnicos do Nepal. As Filipinas também apresentaram um forte aumento em diversos indicadores.

Pelo sexto ano consecutivo a Europa Ocidental permanece a região acentuadamente mais pacífica com o maior número de países entre os 20 principais. Embora a Noruega tenha caído da posição número 10 pela primeira vez para a posição número 18, três países nórdicos permaneceram entre os 10 mais bem colocados, com os altos níveis de segurança e proteção, indicando uma sociedade amplamente harmoniosa e sem conflitos.

A América do Norte apresentou uma ligeira melhora, dando continuidade a esta tendência desde 2007. O Canadá pulou três lugares este ano, com a redução das mortes dos soldados servindo no Afeganistão. A pontuação geral dos Estados Unidos também melhorou ligeiramente graças à redução do porcentual da população encarcerada, embora tenha caído algumas posiçõesdevido às grandes conquistas de outros países.

A América Latina apresentou um ganho geral da paz, com 16 das 23 nações tendo melhora nas pontuações do GPI.

NOTAS PARA OS EDITORES

O relatório GPI, vídeo e mapas interativos estão disponíveis no www.visionofhumanity.org.

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Institute for Economics and Peace

O Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto de Economia e Paz) é um instituto de pesquisa internacional concentrado em mudar o foco mundial para a paz como uma medida positiva alcançável e tangível do bem-estar e progresso do ser humano.

Em 2012 cinco novos países (Benim, Djibuti, Guiné-Bissau, Lesoto e Ilhas Maurício) entraram para o índice, elevando o total para 158 nações, abrangendo 99% da população mundial.

Para mais informações: www.economicsandpeace.org.

(1) A escala de terror político avalia os níveis de violência e terror político.

(2) Seis dos principais países em termos de gastos militares (Brasil, França, Alemanha, Índia, Reino Unido e EUA) cortaram seus orçamentos de defesa em 2011.

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