SOURCE: Institute for Economics & Peace

Institute for Economics & Peace

June 11, 2013 00:00 ET

2013 Global Peace Index: Aumento dramático de homicídios diminuiu a paz mundial no ano passado

- Medidas de terrorismo patrocinado por governos e a possibilidade de manifestações violentas foram os indicadores que mais cresceram

 

- Deterioração de 5% no Índice de Paz Global registrado ao longo dos últimos seis anos

 

- A paz na Síria registrou a maior queda na história do IPG. A paz melhora na Líbia após a guerra civil, mas ainda é baixa

 

- Islândia mantém o status de país mais pacífico do mundo, enquanto o Afeganistão, devastado pela guerra, volta para o final do índice

 

- Europa continua sendo a região mais pacífica do mundo, com treze países entre os vinte mais pacíficos. Sul da Ásia é a região menos pacífica

 

- Homicídios na Europa Oriental e Ocidental estão diminuindo, em direção contrária à tendência global

 

- No ano passado, a guerra às drogas no México já custou o dobro de vidas do que os conflitos no Iraque e no Afeganistão

LONDRES--(Marketwired - Jun 11, 2013) - Nota para os editores: Este press release inclui duas fotos e três figuras.

Mundialmente, o aumento dramático do número de homicídios e o número mais alto de países (59) que aumentaram o gasto militar com relação ao seu PIB, foram os principais condutores que tornaram o mundo menos pacífico, de acordo com o Índice de Paz Global 2013. O resultado deste ano mostra a consolidação de uma tendência de 6 anos de deterioração, com a redução de 5% da paz global nesta última análise. Desta vez, 110 países tiveram uma queda na pontuação e somente 48 países tornaram-se mais pacíficos. O impacto econômico desta perda de 5% da paz teve um custo de US$ 473 bilhões para a economia global no ano passado, ou o equivalente a quase quatro vezes a Official Development Assistance (ODAs - Assistência Oficial ao Desenvolvimento) de 2012.

O aumento acentuado no número de homicídios - alta de 8% sobre o último ano - pode ser quase que totalmente atribuído à América Latina e África Subsaariana. Por exemplo, em Honduras, a taxa de homicídios aumentou quase 10 a cada 100.000 pessoas quando comparado ao ano anterior - tornando-se o índice mais alto do mundo com 92 homicídios a cada 100.000 pessoas no total.

Steve Killelea, fundador e Presidente do Conselho da IEP, disse: "A migração das populações para áreas urbanas nos países em desenvolvimento é um fator chave para o aumento dos homicídios em todo o mundo. Isto também resultou no aumento da criminalidade. É essencial que a polícia conquiste a confiança das pessoas que vivem nas favelas, mas, para isso, é preciso primeiro combater a corrupção policial".

A deterioração em geral do indicador de gastos militares no IPG é devido, principalmente, ao grande número de países de renda média/ baixa, normalmente regimes autoritários como Irã, Iraque, Omã, Zimbábue e Afeganistão, Costa do Marfim e RDC, que aumentaram os gastos para mais de 7% do PIB .

Em contraste, algumas pequenas melhorias foram evidentes ao longo do último ano nos indicadores da probabilidade de demonstrações violentas e a Escala de Terror Político, uma medição do terrorismo governamental, com melhoras nos países como Quênia, República do Quirguistão, Zâmbia e Tunísia.

Comentando sobre o resultado deste ano, Steve destaca: "Os resultados do Índice deste ano comprovam a tendência predominante dos últimos seis anos: as nações deixando de lutar entre si e tendo mais conflitos internos organizados. Um fator principal para isto é que a diferença do nível de paz entre os países sob regimes autoritários e o resto do mundo está ficando cada vez maior".

Um exemplo disto é a guerra civil na Síria, que apresentou a maior deterioração da história do Índice. Além disso, muitos países do Oriente Médio e do Norte da África continuam a ser afetados pelas conseqüências da Primavera Árabe, com demonstrações violentas e aumento da instabilidade política, principalmente no Egito, Bahrein e Tunísia.

Os dados também mostram que os países estão tendo um progresso substancial na paz com os conflitos, trazendo a reconstrução das Colunas da Paz, componentes necessários para a criação de sociedades pacíficas, resistentes e socialmente sustentáveis . A Líbia, por exemplo, teve o maior aumento da paz com o seu governo recém-eleito e o estabelecimento de instituições de recuperação após os tumultos da revolução e guerra civil recentes. A África do Norte também teve mais motivos para comemorar com o Sudão e o Chade apresentando o segundo e terceiro ganhos mais substanciais com a redução dos seus conflitos.

Steve Killelea continuou: "A tendência dos dados nos últimos seis anos mostra que os conflitos podem acontecer rapidamente - mas que a paz melhora gradativamente e tem que ser cultivada a longo prazo com o fortalecimento das atitudes, instituições e estruturas de apoio às sociedades pacíficas - conhecidas como as Pilares da Paz. O futuro da Líbia continua incerto e podemos ver que o Afeganistão voltou para o final do ranking do IPG com a sua crescente instabilidade política, aumento do terrorismo e nível de terror político".

OUTROS DESTAQUES REGIONAIS

A Europa continua sendo a região mais pacífica do mundo com treze países dentre os vinte mais pacíficos, incluindo a Islândia que continua em primeiro lugar. No entanto, muitos países com grandes dívidas, incluindo a Espanha, Grécia, França e Portugal, tiveram condições menos pacíficas com a sua difícil situação econômica no ano passado. Isto também reflete os dados de tendência dos últimos seis anos que mostram que os países em recessão são menos pacíficos do que o resto do mundo.

A América do Norte melhorou ligeiramente sua pontuação em comparação com 2012. No entanto, os EUA ficaram em 99º do índice e continuam a ter uma fraca pontuação em comparação com seus colegas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD - sigla em inglês) devido a sua população encarcerada (a maior do mundo), seu envolvimento em conflitos no exterior, seu índice de homicídios e sua capacidade nuclear e de armamentos pesados, dentre outros motivos.

Na América do Sul, o Uruguai e o Chile destacam-se como dois dos mais pacíficos da região, caracterizados pelas suas instituições de norma jurídicas relativamente fortes. As condições deterioram a Argentina em terceiro lugar, em meio às relações mais pobres com os vizinhos e a deterioração de diversos indicadores internos.

Na América Central, a Costa Rica, mais uma vez, é a nação mais pacífica. Nicarágua, Guatemala e El Salvador apresentaram pequenas melhorias na pontuação do IPG. Isto mostra parcialmente o progresso dos seus governos na melhoria da segurança interna depois de vários anos do aumento da violência dos cartéis de drogas mexicanos.

A Rússia e a Eurásia continuam sendo as regiões menos pacíficas do mundo, acima apenas da Ásia do Sul e MENA. A Ucrânia, Tajiquistão e Rússia tiveram suas pontuações drasticamente reduzidas no ano passado. No caso da Rússia, a pontuação para a atividade terrorista e o número de mortes em conflitos internos, ambos vinculados à violência no Norte do Cáucaso, caiu. A pontuação da Rússia também caiu devido ao seu crescente papel como fornecedor de armas nucleares.

A Ásia-Pacífico apresenta uma ampla difusão quanto à paz e a segurança, onde o Japão, Austrália e Cingapura se unem à Nova Zelândia, na lista das 20 nações mais pacíficas do mundo. No entanto, o relacionamento turbulento com os países vizinhos é uma característica comum da região.

Ranking da América do Sul

NOTAS PARA OS EDITORES

O relatório IPG, vídeo e mapas interativos estão disponíveis no www.visionofhumanity.org

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Índice de Paz Global

O IPG é a principal avaliação mundial da paz global produzida pelo Institute for Economics and Peace (IEP - Instituto para Economia e Paz). Avalia os conflitos domésticos e internacionais, a segurança na sociedade e a militarização em 162 países, usando 22 indicadores diferentes.

Instituto para Economia e Paz

O Instituto para Economia e Paz é uma usina de ideias internacional dedicada a mudar o foco do mundo para a paz, como uma medida positiva, alcançável e tangível do bem-estar humano e do progresso.

Em 2013 quatro novos países (Kosovo, Sudão do Sul, Timor-Leste e Togo) entraram para o IPG, elevando o total para 162 nações, abrangendo 99% da população mundial.

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