SOURCE: Bertelsmann Stiftung

December 12, 2007 07:00 ET

Menos e Menos Pessoas Vêem a Manutenção dos Estados Unidos como uma Superpotência no Futuro

Pesquisas de Opiniões Internacionais Mostram uma Perda Drástica da Importância Demonstrada pelos Estados Unidos -- Já a Consciência das Ameaças Ecológicas só Aumenta

BERLIN--(Marketwire - December 12, 2007) - Os Estados Unidos estão perdendo seu status de única superpotência. De outro lado, China e Índia, mais nitidamente, estão adquirindo maior importância. Até mesmo a Rússia conseguiu melhorar sua imagem mais uma vez recentemente como potência mundial. Ao mesmo tempo, a consciência mundial diante dos maiores desafios mudou. Preocupações com as conseqüências negativas da mudança climática aumentaram muito na maioria dos países, ao passo que outras ameaças como, por exemplo, o terrorismo internacional, se mantiveram no foco. Além desses resultados, estão as descobertas de uma pesquisa representativa a respeito do papel desempenhado pelas potências mundiais, feita pela fundação alemã Bertelsmann Stiftung, em que foram pesquisadas 9.000 pessoas dos países mais importantes.

Quando perguntadas sobre quais países poderiam ser vistos como potências mundiais atualmente e no ano de 2020, 81% das pessoas pesquisas em todo o mundo mencionaram os Estados Unidos, seguidos da China com 50%, da Rússia com 39%, do Japão com 35% e da UE e do Reino Unido com 34%. Em comparação com os resultados de uma pesquisa de relevância feita em 2005, o número de pessoas que mencionavam a China como sendo uma potência mundial cresceu 5%. A Rússia, especialmente, se recuperou e registrou o ganho mais evidente, de 12 pontos percentuais.

Em relação ao ano de 2020, apenas 61% das pessoas vêem nos Estados Unidos uma potência mundial em comparativos internacionais, seguidos de perto pela China com 57%. A Rússia, a UE e o Japão ocupam as demais posições. Um papel consideravelmente mais importante também está atrelado à Índia no ano de 2020. Embora apenas 15% das pessoas consideram o país uma potência mundial atualmente, 29% delas vêem o país como um membro importante em um período de 13 anos.

Pessoas em muitos países do mundo esperam ver um aumento na importância de seus próprios países. Essa auto-avaliação otimista é especialmente evidente na China, na Rússia, na Índia e também no Brasil. Por outro lado, os cidadãos norte-americanos, europeus e japoneses vêem o futuro com expectativas menores.

É possível detectar uma mudança significativa no nível de consciência das ameaças e dos desafios mundiais. Houve um aumento significativo de 10 por cento no nível de consciência relacionado aos problemas ambientais em todo mundo, em comparação com 2005. Dessa forma, isso tomou o primeiro lugar do terrorismo internacional. A porcentagem dessas pessoas que vêem a mudança climática e os danos ambientais como uma ameaça mundial aumentou muito em todos os países pesquisados. Isso fica especialmente evidente nos Estados Unidos (+ 22 pontos percentuais), na China (+17 pontos percentuais) e no Japão (+16 pontos percentuais). Dessa forma, na média, 54% de todas as pessoas questionadas vêem os danos ambientais como a maior ameaça. Apenas na Rússia (31%) e na Índia (28%), a minoria considera o problema uma grande ameaça.

As estimativas do nível internacional da ameaça, bem como as respostas para a pergunta "Quais deveriam ser as preocupações das maiores potências?", variam muito de país para país: não menos por conta de seus pontos positivos e negativos se refletirem em diferentes declarações. Na Índia, por exemplo, a pobreza e a superpopulação tendem a ser problemas centrais; na Rússia, a ameaça é da guerra; na China, a falta de matéria-prima e na França, o fundamentalismo religioso.

Ao resumir o estudo, Josef Janning, Chefe das Relações Internacionais da Bertelsmann Stiftung, observou: "as expectativas futuras das pessoas depende muito de aspectos políticos. Em todo o mundo, as pessoas vêem os Estados Unidos perdendo sua posição dominante e a China ganhando terreno. No entanto, elas não esperam o tipo de ordem mundial harmoniosa, equilibrada, que você poderia esperar de um governo mundial comandado pelas Nações Unidas. Na verdade, em praticamente todos os países, as pessoas pretendem contar com sua própria eficiência na competição global e querem que seus países desempenhem papéis mais importantes, disseminando a paz e a estabilidade. Caso essa perspectiva e a expectativa se mantenha na política global, podemos ver uma mudança no tipo de espírito nacionalista entre as forças globais atuais e futuras que notamos ser tão desastrosas na Europa, no século 20. No entanto, a ameaça da mudança climática parece ser um incentivo maior na direção da cooperação política em nível internacional."

Sobre a Bertelsmann Stiftung:

A Bertelsmann Stiftung é uma fundação alemã sem fins lucrativos. Por ser um centro de conhecimento e uma instituição de consultoria política, ela tem o compromisso de desenvolver soluções humanas, inovadoras, para atender aos desafios enfrentados pelo mundo globalizado. Uma de suas principais áreas de conhecimento é a de relações internacionais. Fundada em 1977 por Reinhard Mohn, um executivo alemão, ela continua sendo uma das principais acionistas da Bertelsmann AG, uma empresa de mídia internacional. Em seus projetos, a Bertelsmann Stiftung é apartidária e independente da empresa.

A Gallup International/TNS-EMNID, uma firma de pesquisa de opinião, entrevistou recentemente 9.000 pessoas em todo o mundo para o estudo encomendado pela Bertelsmann Stiftung. A pesquisa representativa foi realizada nos EUA, na Rússia, no Brasil, na China, na Índia, no Japão, na Alemanha, na França e no Reino Unido. Como comparativo, as descobertas foram comparadas com uma pesquisa anterior feita pela Bertelsmann Stiftung de 2005. Os resultados foram apresentados na segunda reunião do Conselho de Política Global da Bertelsmann Stiftung em Berlim. Esse órgão reúne especialistas de grande importância de vários campos e regiões para analisar os desafios e as oportunidades inerentes à dinâmica da globalização, o surgimento de novas potências e a emergência de novos riscos de segurança. Dentre outros, o Professor latino-americano Jorge Castaneda, ex-ministro do Governo do México e candidato presidencial, participou da pesquisa.

Para baixar detalhes sobre a pesquisa internacional, visite: http://www.bertelsmann-stiftung.de/bst/de/media/xcms_bst_dms_23193_23194_2.pdf

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