SOURCE: Arcelor

July 29, 2005 15:47 ET

ARCELOR: Resultados do Primeiro Semestre de 2005

Luxemburgo -- (MARKET WIRE) -- July 29, 2005 -- A Arcelor apresenta resultados muito consistentes e torna-se a 1ª empresa do setor de aço no Brasil e na América Latina



- Resultado líquido: 1,9 bilhões de euros



- Comportamento receptivo do mercado



- Estoques de carbono longo e plano normalizados



- Redução significativa no preço das matérias-primas



- Criação da Arcelor no Brasil



- Previsão de excelentes números para 2005



A Arcelor apresenta resultados muito consistentes, apesar de um ambiente de negócios muito adverso: baixa demanda na Europa e uma onda de importações levaram a Arcelor a reduzir a produção e o número de remessas durante a primeira metade do ano. Para poder ajustar o suprimento do setor às necessidades mínimas de um mercado saturado, a Arcelor interrompeu a produção de 1,5 milhões de toneladas dos aços carbono longo e plano na Europa. Esses cortes na produção foram mais significativos no segundo trimestre do que nos primeiros três meses de 2005. Os níveis de estoque de aço carbono plano devem ser normalizados ao final do verão europeu.



A Arcelor conseguiu melhorar, em termos estruturais, os níveis de rentabilidade, apesar das elevações significativas nos custos com matéria-prima, que ocorreram progressivamente a partir de 1º de abril de 2005, e de um ambiente econômico ainda mais complexo.



Arcelor no Brasil



A Arcelor consolida o controle das ações da Belgo, CST e Vega do Sul por meio da combinação dessas empresas em uma só entidade. Essa ação cria a maior empresa no setor de aço do Brasil e da América Latina. Essa empresa estará listada na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA).



Luxemburgo, 28 de julho de 2005 – O conselho administrativo da Arcelor reuniu-se em 27 de julho de 2005 sob a presidência de Joseph Kinsch. AS declarações financeiras consolidadas do segundo trimestre de 2005 foram examinadas e as declarações financeiras consolidadas do Grupo para a primeira metade de 2005 foram aprovadas.



No dia 30 de junho de 2005, o resultado líquido consolidado, com a participação do grupo, era de 1.937 milhões de euros em relação aos 865 milhões do primeiro semestre de 2004.



Com 16.778 milhões de euros da primeira metade de 2005 comparados aos 14.593 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, obteve-se um aumento na receita consolidada, apesar de uma pequena queda nos volumes ocasionada pelas interrupções na produção e uma redução no número de remessas na Europa (o total diminuiu, em termos proporcionais: 2,6 milhões de toneladas, ou 1,7 milhões de aço carbono plano e 0,9 milhões de aço carbono longo). Essa evolução reflete o nível geral satisfatório dos preços médios do aço, além dos efeitos positivos da consolidação da CST e Acindar nos primeiros seis meses de 2005.



A distribuição geográfica da receita foi a seguinte: total da Europa: 76% (EU 25 e outros países da Europa), América do Sul: 10%, América Central e do Norte: 9%, Demais partes do mundo: 5%.



O resultado bruto consolidado foi avaliado em 3.383 milhões de euros para a primeira metade de 2005, em relação aos 1.779 milhões de dólares do mesmo período no ano anterior, ou uma margem de 20,2% comparável aos 12,2% também do ano anterior, apesar de um aumento significativo nos custos de matéria-prima ocorridos progressivamente a partir de 1º de abril.



Para a primeira metade de 2005, o valor resultante consolidado foi estimado em 2.643 milhões de dólares, em comparação com os 1.237 milhões do mesmo período no ano anterior, o que corresponde a uma margem de 15,8% em relação a 8,5%.



Após um resultado financeiro de 79 milhões de euros negativos, uma contribuição dos associados no valor de 165 milhões de euros (inclusive 78,4 milhões da Dillinger Huette [DHS] e 27 milhões da Acesita) e 519 milhões de taxas de imposto, o resultado líquido consolidado, com participação do grupo, de 1.937 milhões de euros mais do que dobrou, quando comparado aos 865 milhões da primeira metade de 2004.



Principais Resultados


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|Em milhões de euros      |1ª metade 2004|1º trimestre 2005|2º trimestre 2005|
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|Receita                  |       14.593 |           8.136 |           8.642 |
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|Resultado Bruto          |        1.779 |           1.697 |           1.686 |
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|Resultado das Operações  |        1.237 |           1.388 |           1.255 |
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|Líquido, Participação    |          865 |             934 |           1.003 |
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|Ganhos por Ação (em euro)|         1,76 |            1,52 |            1,64 |
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|1ª metade 2005|
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|       16.778 |
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|        3.383 |
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|        2.643 |
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|        1.937 |
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|         3,16 |
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Débito Financeiro Líquido



O débito financeiro líquido foi reduzido de 699 milhões de euros para 1.813 milhão em 30 de junho de 2005, se comparado aos 2.512 milhões em 31 de dezembro de 2004 e 2.271 milhões de euros em 31 de março de 2005.



As operações do fluxo de caixa contabilizaram 2.004 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2005. A necessidade de capital ativo no período deve-se, principalmente, aos elevados preços de itens de produção e a um aumento nos preços médios de venda. Os esforços contínuos de gerenciamento permitiram um controle maior dos estoques em termos de tonelagem. As despesas de capital (728 milhões de euros) permanecem baixas na Europa e incluem os gastos com a expansão da CST. O fluxo de caixa livre foi usado para pagar dividendos no valor de 477 milhões de euros em maio de 2005 e quitar débitos.



A proporção débito/patrimônio líquido (inclusive interesses minoritários) foi reduzida para 0,12 em 30 de junho de 2005, de 0,20 ao final de 2004 e 0,17 ao término do primeiro trimestre de 2005.


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|Em milhões euros         |31 dezembro 2004  |31 março 2005  |30 junho 2005 |
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|Eqüidade dos acionistas* |           12.317 |        13.462 |       14.785 |
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|Débito financeiro líquido|            2.512 |         2.271 |        1.813 |
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|Débito financeiro        |             0,20 |          0,17 |         0,12 |
|líquido/Patrimônio       |                  |               |              |
|líquido dos acionistas*  |                  |               |              |
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* Inclusive interesses minoritários



Aço Carbono Plano



A receita para o setor de aço carbono plano foi de 9.665 milhões de euros. Comparada aos 7.690 milhões da primeira metade de 2004, há um aumento de 25,7% (12,7%, em termos comparativos), principalmente por conta da consolidação da CST (1.003 milhões de dólares). O total de remessas diminuiu em 10%, passando de 16.644 milhares de toneladas na primeira metade de 2004 para 15.116 milhares de toneladas (a CST contabilizou 2.420 para o mesmo período de 2004 e 2.337 nos seis primeiros meses de 2005).



Após uma queda vertiginosa no consumo aparente durante os seis primeiros meses do ano ocasionada por um excesso de estoque e cortes na produção decididos em fevereiro, as remessas para a indústria geral foram reduzidas em 22,6%, embora os pedidos do setor automobilístico tenham crescido 2,5%.



Comparados com a primeira metade de 2004, os preços médios de venda para o mesmo período de 2005 aumentaram 22,1% devido aos aumentos de preço do 1º trimestre para os mercados à vista e aos contratos anuais negociados no final de 2004 (40% do volume total das vendas, inclusive da CST, são contratos de vendas).



O resultado operacional bruto foi de 2.381 milhões de euros, ou uma margem de 24,6% para a primeira metade de 2005, quando comparado aos 884 milhões, ou 11,5% de margem, no mesmo período de 2004. Apesar do aumento nos custos, principalmente devido à matéria-prima e da manutenção desse cenário durante boa parte do segundo trimestre, bem como dos cortes na produção, a consolidação da CST (511 milhões de euros), ganhos com gerenciamento, variações positivas resultantes das reestruturações iniciadas no ano anterior e efeitos favoráveis de câmbio têm impactos negativos limitados sobre as margens.



O resultado operacional contabilizou 1.964 milhões de euros, ou uma margem de 20,3% no primeiro semestre de 2005, comparado aos 592 milhões, margem de 7,7% para o mesmo período do ano anterior.



A produção total de aço bruto na primeira metade do ano de 2005 foi de 17.057 milhares de toneladas (com a CST responsável por 2.481), comparada às 15.407 do mesmo período de 2004. Nesses mesmos períodos, a produção de aço bruto na Europa foi de, respectivamente, 14.576 e 15.407 milhares de toneladas, ou uma redução de 5,4% (6.772 produzidas durante o segundo trimestre de 2005 comparadas às 7.804 no primeiro trimestre de 2005, ou 13% a menos).



Uma fornalha em Liège foi desativada em 30 de abril de 2005 (o equivalente a 1,7 milhões de toneladas de aço bruto por ano), no contexto do plano de reestruturação "Apollo".



Aço Carbono Longo



A receita para o setor de Aço Carbono Longo foi de 3.186 milhões de euros, comparável aos 2.927 milhões na primeira metade de 2004 (6% em termos comparativos). Isso aconteceu por conta da integração dos ativos mais importantes (Acindar, com data de consolidação de 1º de maio de 2004) durante todos os seis meses de 2005 e um aumento nos preços médios de venda de 19%, comparado à primeira metade de 2004.



Devido aos estoques elevados e alguns efeitos sazonais ocorridos durante o primeiro trimestre na Europa, o que levou a um ajuste do suprimento de mercado, o total de remessas diminuiu em 10,1%, passando de 6.873 milhares de toneladas no primeiro semestre de 2004 para 6.178 nos primeiros seis meses de 2005. Na Europa, no mesmo período de 2005, as remessas foram reduzidas em 23,4% quando comparadas a 2004 (3.965 e 5.179 milhares de toneladas, respectivamente).



O resultado bruto obtido na primeira metade do ano atingiu 656 milhões de euros, ou 20,6% de margem, quando comparado aos 538 milhões, ou 18,4% de margem, para o mesmo período no ano anterior. Apesar da diminuição no número de remessas, o desempenho melhorou, refletindo a grande contribuição dos ativos nas Américas e mais especificamente da Acindar. Custos residuais da Europa foram reduzidos consideravelmente e as margens, mantidas.



O resultado das operações foi de 518 milhões de euros, uma margem de 16,3% na primeira metade do ano, quando comparado aos 440 milhões ou 15% de margem do mesmo período em 2004.



A produção total de aço bruto contabilizou 5.889 milhares de toneladas na primeira metade de 2005, comparada às 6.305 produzidas no mesmo período do ano anterior, considerando as 321 milhares de toneladas da Acindar e a alocação da Aciérie de l'Atlantique ADA (Bayonne, França) (368 milhares de toneladas). Nos mesmos períodos, a produção na Europa foi de, respectivamente, 3.585 e 4.599 milhares de toneladas, ou um aumento de 22,1% (incluindo a alocação da ADA).



Aço e Ligas Inoxidáveis



A receita para o setor de aço e ligas inoxidáveis na primeira metade do ano de 2005 foi de 1.975 milhões de euros, comparada aos 2.401 obtidos no mesmo período de 2004, após diversas desinvestimentos (Thainox, Techalloy, TEVI, Matthey US e J&L em 210 milhões), bem como a transferência das atividades da Specialty Plate para o setor “outros”. O efeito positivo (+ 3,6% em uma base de comparação) deve-se, principalmente, a sobretaxas de liga mais elevadas, ao mesmo tempo em que os preços-base foram mantidos sob forte pressão nos últimos meses.



Os volumes provenientes de remessas contabilizaram 778 milhares de toneladas na primeira metade de 2005, comparados às 1.202 produzidas no último ano (823 em termos comparativos), diminuição de 35,3%, refletindo essencialmente os desinvestimentos e as transferências de atividades; as remessas da J&L e Thainox contabilizaram 142 milhares de toneladas em 2004 e a transferência das atividades da Industeel Plate foi a responsável por 255 milhares de toneladas em janeiro de 2005. Os volumes em intervalo similar apresentaram 5,5% a menos.



O resultado operacional bruto contabilizou 151 milhões de euros no primeiro semestre de 2005, uma margem de 7,6%, comparado aos 109 milhões, ou margem de 4,5% para o mesmo período do ano anterior. A pressão positiva ocasionada pelas sobretaxas crescentes das ligas não resultou em efeitos negativos, em impacto de remessas reduzidas e das interrupções na produção. O resultado também considera as taxas de capitalização dos custos do projeto Carinox.

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