SOURCE: Arcelor

October 28, 2005 20:53 ET

ARCELOR: Resultados do Terceiro Semestre de 2005

Luxemburgo -- (MARKET WIRE) -- October 28, 2005 -- Excelentes resultados em um ambiente de mercado adverso e boas perspectivas

. Excelente desempenho em um ambiente de mercado difícil

. Política comercial consistente

. Expansão na América Latina melhora os resultados e a base de custos

. Resultados muito bons confirmados para 2005

. Prioridade para a criação de valor

A Arcelor atingiu um EBITDA fantástico de 1,1 bilhões de euros no terceiro trimestre e 4,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Esse resultado foi obtido em um contexto de condições adversas de mercado. O terceiro trimestre acumulou custos mais elevados por conta de fortes aumentos no preço das matérias-primas, condições desfavoráveis de mercado em decorrência do excesso de estoque, baixa demanda e efeitos sazonais.

Esse desempenho reflete claramente o poder de recuperação da "nova Arcelor". Isso se deve, essencialmente, à sua diversidade de produtos, sua expansão no Brasil e na Argentina, áreas de crescimento que combinam bases de baixo custo e mercados high end.

Os preços do aço carbono plano atingiram seu nível mais baixo em setembro, enquanto as remessas iniciavam sua recuperação com melhores condições de mercado. Os níveis de remessa e, conseqüentemente, de produção continuaram sendo ajustados às necessidades de mercado e deveriam apresentar um aumento moderado durante o último trimestre, exceto por efeitos sazonais.

Além disso, a Arcelor está prestes a concluir a criação e o início das operações da Arcelor Brasil em novembro, reunindo atividades em aços carbono plano e carbono longo. Por fim, a Arcelor adquiriu recentemente o controle da Acesita, a única produtora de inoxidáveis da América do Sul.

Luxemburgo, 27 de outubro de 2005 - O quadro diretivo da Arcelor reuniu-se em 26 de outubro de 2005 sob a direção de Joseph Kinsch e examinou os balanços consolidados do Grupo relacionados ao terceiro trimestre de 2005.

Com os resultados líquidos consolidados, a participação do Grupo no terceiro trimestre de 2005 foi de 657 milhões de euros, em comparação aos 629 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

As receitas consolidadas do Grupo nos primeiros nove meses de 2005 contabilizam 24.259 milhões de euros, em comparação aos 21.745 milhões registrados no mesmo período do último ano (+6,7% em termos comparativos). Com os resultados líquidos consolidados, a participação do Grupo foi de 2.594 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2005, em comparação aos 1.494 milhões registrados no dia 30 de setembro de 2004.

Considerando os 7.481 milhões de euros referentes ao terceiro trimestre de 2005 em comparação com os 7.152 milhões registrados no mesmo período do ano passado, as receitas consolidadas aumentaram 4,6% (0,9% em termos comparativos). Apesar de uma grave queda no número de volumes remetidos, essa evolução confirma a boa capacidade de recuperação dos preços de venda médios. O resultado bruto consolidado no terceiro trimestre contabilizou 1.122 milhões de euros, em comparação aos 1.098 milhões registrados no terceiro trimestre de 2004, ou uma margem de 15,0% em relação à margem de 15,4% referente ao mesmo período de 2004, o que demonstra bom controle do estoque e um avanço nos ganhos com o gerenciamento, apesar da forte redução da produção. Os resultados brutos da operação abrangem diversos itens não-recorrentes (ganhos de capital da ordem de 96 milhões de euros oriundos da alienação das instalações espanholas).

O resultado bruto consolidado da operação referente aos nove meses até o dia 30 de setembro contabilizou 4.505 milhões de euros ou uma margem de 18,6%, em comparação aos 2.877 milhões ou 13,2% registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado da operação consolidado por trimestre foi de 800 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005, em relação aos 835 milhões relacionados ao período equivalente no último ano, o que corresponde a uma margem de 10,7% contra 11,7%, respectivamente.

O resultado consolidado da operação referente aos nove meses até o dia 30 de setembro contabilizou 3.443 milhões de euros ou uma margem de 14,2%, em comparação aos 2.072 milhões ou 9,5% registrados no mesmo período do ano passado.

Após um resultado financeiro de -62 milhões de euros, uma contribuição dos associados na casa de 90 milhões e 87 milhões de imposto de renda, com o resultado líquido consolidado trimestralmente, a participação do Grupo foi de 657 milhões de euros, em comparação aos 629 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Key Figures

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|Em milhões de euros      | 3º Trimestre 2004| 3º Trimestre 2005|
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|Receita                  |             7,152|             7,481|
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|Resultado Bruto Operação |             1,098|             1,122|
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|Resultado da Operação    |               835|               800|
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|Líquido, Participação    |               629|               657|
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|Ganhos por Ação (em euro)|              1.09|             1.07*|
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|9 meses de 2004|9 meses de 2005|
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|         21,745|         24,259|
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|          2,877|          4,505|
+---------------+---------------+
|          2,072|          3,443|
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|          1,494|          2,594|
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|           2.87|         4.23**|
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*considerando um valor médio de 639 774 327 das excelentes ações e desconsiderando as participações do tesouro de 25 561 531 no período

**considerando um valor médio de 639 774 327 das excelentes ações e desconsiderando as participações do tesouro de 26 180 522 no período

Débito Financeiro Líquido

Na casa de 1.428 milhões de euros, o débito financeiro líquido caiu em 1.084 milhões de euros em 30 de setembro de 2005, em comparação aos 2.512 milhões registrados em 31 de dezembro de 2004 e 385 milhões em 30 de junho de 2005. A proporção débito/eqüidade (inclusive interesses minoritários) caiu de 0,12 para 0,09 em 30 de junho e de 0,20 em 31 de dezembro de 2004.

As operações do fluxo de caixa contabilizaram 2.911 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, em comparação aos 2.004 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2005 e aos 3.205 milhões durante o ano de 2004. Essa evolução favorável é explicada pelos aumentos na margem e pelo controle das necessidades de capital de giro, principalmente por meio do gerenciamento dos níveis de estoque, apesar das elevações nos custos das matérias-primas.

As despesas de capital da ordem de 1.249 milhões de euros (intangíveis e tangíveis) nos primeiros nove meses incluem a expansão da CST no Brasil.

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|Em milhões de euros      |31 de dezembro 2004|30 de junho de 2005|
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|Equidade dos acionistas* |             12,317|         14,785    |
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|Débito financeiro líquido|              2,512|          1,813    |
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|Débito financeiro        |               0.20|           0.12    |
|Débito/Equidade dos      |                   |                   |
|acionistas*              |                   |                   |
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|30 de setembro de 2005|
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|              15,532  |
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|               1,428  |
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|                0.09  |
|                      |
|                      |
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* Inclusive interesses minoritários

Aço Carbono Plano

As receitas oriundas do Aço Carbono Plano contabilizaram 3.875 milhões de euros no terceiro trimestre de 2005, em comparação com os 3.769 milhões registrados no mesmo período de 2004, um aumento de 6% em termos comparativos.

Na casa de 644 milhões de euros, em comparação aos 507 milhões registrados no terceiro trimestre de 2004, o resultado bruto da operação, com geração de margem de 16,6% comparados a uma margem de 13,5% em 2004, demonstra uma melhoria estrutural, apesar da diminuição no número de remessas em 1,7 milhões de toneladas em comparação ao segundo trimestre. Essa diminuição se deu por conta de efeitos sazonais anuais e de ajustes necessários à demanda em um ambiente com vertiginosa elevação nos custos de matéria-prima e o impacto da evolução do Real brasileiro frente ao dólar. Apesar de uma contração perceptível nos preços de venda no setor em geral durante o terceiro trimestre, os preços de revenda médios permaneceram acima dos registrados no ano anterior, exceção feita ao Brasil, onde os preços das placas caíram substancialmente.

O resultado bruto da operação nos nove meses até 30 de setembro de 2005 contabilizou 3.025 milhões de euros, em comparação aos 1.391 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, ou uma margem de 22,3% em comparação a 12,1%, respectivamente.

O resultado da operação trimestral foi de 428 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005, em relação aos 348 milhões relacionados ao período equivalente no último ano, o que corresponde a uma margem de 11,0% contra 9,2%, respectivamente.

O resultado da operação nos nove meses contabilizou 2.392 milhões de euros, uma margem de 17,7%, em comparação aos 940 milhões registrados no mesmo período de 2004, uma margem de 8,2%.

As remessas foram de 6.504 milhares de toneladas no terceiro trimestre, em comparação às 6.031 registradas no mesmo período do ano anterior. A CST foi consolidada por completo no dia 1º de outubro de 2004 e contabilizou 962 milhares de toneladas no terceiro trimestre desse ano.

A produção total de aço bruto registrou 6.546 milhares de toneladas (excluindo 1.199 milhares da CST), em comparação com as 7.842 registradas no terceiro trimestre de 2004, o que reflete tanto as restrições voluntárias orientadas ao ajuste à baixa demanda quanto o fechamento de uma fornalha em Liège (Bélgica).

A expansão da CST (50% ou 2,5 milhões de toneladas de aço carbono plano) está ligada a um custo mais elevado resultante da evolução do real brasileiro frente ao dólar norte-americano.

Uma nova linha galvanizadora a quente foi recentemente autorizada em Mardyck (França), auxiliando na evolução positiva do conjunto de produtos feitos a partir da atividade com carbono plano.

Aço Carbono Longo

As receitas oriundas da atividade com Aço Carbono Longo atingiram 1.758 milhões de euros, em comparação com os 1.644 milhões registrados no terceiro trimestre de 2004, um aumento de 11,3% (em termos comparativos), o que reflete uma recuperação comparada ao primeiro e segundo trimestres.

O resultado bruto da operação foi de 380 milhões de euros, em comparação com os 409 milhões registrados no terceiro trimestre do último ano. Todas as atividades européias, exceto o da criação de fios elétricos, registraram um aumento no número de volumes, ao passo que a atividade nas Américas foi atingida por uma queda nos preços de exportação com as margens na América do Sul permanecendo estáveis em níveis elevados dentro de mercados domésticos.

O resultado bruto da operação nos nove meses até 30 de setembro de 2005 contabilizou 1.036 milhões de euros, em comparação aos 947 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O resultado da operação trimestral foi de 313 milhões de euros no primeiro trimestre de 2005, em relação aos 379 milhões relacionados ao período equivalente no último ano, o que corresponde a uma margem de 17,8% contra 23,1%, respectivamente.

O resultado da operação nos nove meses alcançou 831 milhões de euros ou uma margem de 16,8%, em comparação aos 819 milhões e margem de 17,9% registrados no mesmo período do ano anterior.

As remessas no terceiro trimestre foram de 1.798 milhares de toneladas na Europa (excluindo os desligamentos na Espanha) e de 1.178 nas Américas, em comparação a 2.126 e 1.149 milhares de toneladas registradas, respectivamente, no mesmo período do ano anterior. Houve uma grande recuperação no número de remessas em setembro na Europa.

A produção total de aço bruto contabilizou 1.426 milhares de toneladas na Europa, em comparação a 1.859 registradas no terceiro trimestre de 2004, enquanto a produção na América Latina foi de 1.162 milhares de toneladas durante o terceiro trimestre em comparação a 1.219 registradas no mesmo período do ano anterior.

Tendo em vista um gerenciamento ativo do portfólio e para aproveitar possibilidades de crescimento futuro, a atividade de carbono longo desativou três fábricas na Espanha (Azpeita, Lasao e Getafe) e adquiriu a Huta Warszawa na Polônia com o intuito de produzir aproximadamente 700 milhares de toneladas de produtos para a construção civil.

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