SOURCE: Emerging Collective

Emerging Collective

February 04, 2016 17:55 ET

Coletiva emergente incentiva a discussão da desigualdade global com a exibição do artista brasileiro do Movimento Pixação Cripta Djan

NEW YORK, NY--(Marketwired - 4 de fevereiro de 2016) -  Artista pioneiro Cripta Djan, da polêmica guerrilha de coletiva de arte de São Paulo +Fortes, apresentará o Movimento Pixação nos EUA. Com o título "Da periferia ao centro", o programa será apresentado pela ONG Emerging Collective de Nova York e New Haven, na Yale University. A exibição incluirá trabalhos em cavas da série Manifesto de Djan e uma mostra com curtas de ação.

"A desigualdade é uma característica dos países emergentes hoje em dia. Na realidade, nos Estados Unidos chegou a uma alta histórica, ultrapassando até 1929 na Grande Depressão", disse Raj Udeshi, fundador da Emerging Collective. "A presença de Cripta Djan, um grande líder da periferia de São Paulo, em Nova York, ajuda a amplificar a mensagem de desigualdade dele. Estamos colocando os holofotes nesta mensagem no momento em que ela é mais necessária".

O Movimento Pixação, arte ativista urbana, está concentrada em desenvolver a conscientização política das pessoas que vivem na periferia das maiores cidades do Brasil, para dar a eles um senso de cidadania até então inexistente. Os pichadores, artistas desta arte, guardam sua mentalidade de pessoas de fora e o trabalho deles é uma prova visível de que a sociedade não está saudável. "O Pixação é um grito mudo dos invisíveis", disse Cripta Djan, uma voz autêntica do movimento. "Somos escribas underground da periferia que usam a cidade como suporte para a nossa arte".

No Brasil e nos Estados Unidos, o status quo do estilo de vida status da classe média/alta cria problemas na periferia que muitos de nós ignoramos. A ideia central do Movimento Pixação é dar coragem às pessoas da periferia para fazer algo, para que tenham voz -- para que todos os interessados em uma sociedade que funcione melhor ouçam.

O movimento teve origem com a arte de protesto no Brasil -- cidadãos que escreviam manifestos políticas nas paredes das cidades durante a ditadura militar de 1964 a 1985. Atualmente, nos lugares com uma população sem a identidade política tradicional, vinculados à uma certa área geográfica, o Pixação viabiliza um estado conceitual -- composto de expressão visual, rituais, códigos estéticos e um objetivo comum.

"Os críticos do Pixação não entendem. Eles se concentram nas marcas da pele e não na reflexão do câncer da sociedade", disse João Correia, especialista de arte brasileira e agente do artista. "A necessidade de uma forma potente de promoção existencial é algo que temos de aprender".

A Emerging Collective apoia a coragem e a perseverança dos Pixadores, da sua arte e a batalha incansável pela integridade e mudança cultural brasileira diante da prevalente corrupção e falta de representatividade. Estes problemas não são somente do Brasil, são de todo o mundo.

Cripta Djan optou por trabalhar com a Emerging Collective por compartilharem de um entendimento similar sobre o que o mundo precisa ouvir. No Século XXI , a arte deveria ter um papel na mudança da cultura e não ser simplesmente arte. O Brasil está passando por uma recessão mas irá sediar a Copa do Mundo e Olimpíadas, o mundo todo está de olho.

Exibição de Nova York

O programa de Nova York irá expor as lições que o mundo da arte contemporânea pode aprender com o Pixação, inclusive a crítica institucional, mecanismo alternativo de pesquisa de originalidade artística, e o trabalho interno de uma rede social offline em ação.

A exibição será entre 11 e 17 de fevereiro de 2016, com a cerimônia de gala de inauguração no dia 11 de fevereiro. A Emerging Collective também exibirá o documentário do premiado Amir Escandari "Pixadores" lançado em novembro de 2014 pela Helsinki Filmi e The Yellow Affair, seguido de uma sessão de Perguntas e Respostas do artista e diretor no domingo, 14 de fevereiro. 

Toda a programação será realizada no Exhibit C, 88 Eldridge Street, no LoLo district de Lower Manhattan. A exibição é patrocinada pela Espolón Tequila, The Creators Project e AL Consultancy Logistics.

Programa da Yale University

A Emerging Collective também apresentará um dia de programação do Pixação na Yale University. Este fórum irá articular uma perspectiva nova do Pixação e apresentará os resultados de pesquisas de campo recentes da estrutura e trabalho artístico do movimento. Um painel de discussão com o artista, Correia, Escandari e a Historiadora de Arte Brasileira Debora Faccion se concentrará no lugar que o Pixação ocupa dentro do contexto da arte contemporânea. Logo após, será exibido "Pixadores".

"Queremos mostrar o valor intelectual do Pixação, desafiar a noção acadêmica de quem conta como acadêmico e como artista", disse Alina Aksiyote Benardete, organizadora aluna do programa. "Se isso tudo fosse apenas vandalismo ou rabiscos, eles não seriam convidados pela Yale".

O programa Pixação será realizado no Loria Center da Yale, no domingo, dia 7 de fevereiro às 17h30.

Para fotos e mais informação sobre "Da periferia ao centro", visite www.emergingcollective.com

Emerging Collective

A Emerging Collective é uma iniciativa de arte sem fins lucrativos voltada para eliminar as divisões entre o Primeiro Mundo e o Sul do Mundo, por meio do prisma da arte. Dedicada ao ativismo da arte, a Emerging Collective produz exibições de arte com diálogo político nos hemisférios norte e sul. A Emerging Collective tem por objetivo colocar o trabalho mais corajoso na dianteira do cenário de artes mundial e promover os artistas ativistas como agentes da mudança cultural.

Imagem Disponível: http://www.marketwire.com/library/MwGo/2016/2/4/11G081474/Images/pixo_cripta_djan-aa03bf2e9534b7608c0a4d9324f85efb.jpg

Vídeo Incorporado Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=8m-dDNkq0jg

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