SOURCE: AMD Alliance International

AMD Alliance International

April 28, 2011 22:28 ET

Grupo de pacientes AMD Alliance International responde à pesquisa do teste CATT

BALTIMORE, MD and NOTTINGHAM, UNITED KINGDOM--(Marketwire - Apr 28, 2011) - Os resultados do estudo do AMD Treatments Trials (CATT - Testes do Tratamento de DMRI) foram publicados hoje no The New England Journal of Medicine (NEJM). O estudo CATT foi criado para comparar duas drogas usadas no tratamento de DMRI úmida: Lucentis (ranibizumab) e Avastin (bevacizumab) -- uma droga de uso ocular off-label em diversos países do mundo.

"Como uma organização que representa 30 milhões de pessoas em todo o mundo portadoras de degeneração macular relacionada à idade, esperamos ansiosamente pelos resultados do estudo CATT", disse o CEO da AMD Alliance International, Narinder Sharma. "A comprovação da segurança e da eficácia devem ser a única preocupação de qualquer debate de tratamento. Com a orientação do nosso respeitado Dirigente do Painel de Ciências, o Dr. Alan Cruess, analisamos o relatório e achamos importante colocar este estudo de alto perfil dentro do contexto e incentivar o diálogo franco e aberto entre os pacientes e os médicos quanto às opções de tratamento e riscos em potencial".

O que o CATT descobriu?

O esperado estudo CATT, patrocinado pelo National Eye Institute (NEI), relata a não-inferioridade das injeções intravítreas mensais de bevacizumab (Avastin(R)) em termos de eficácia para a choroidal neovascularization (CNV - Neovascularização de Coróide) secundária relativa à Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) em relação à terapia padrão de ranibizumab (Lucentis(R)) injetada mensalmente.

Muito esperado pela comunidade mundial de oftalmologistas sub-especialistas, o bevacizumab injetando mensalmente aparenta preservar a visão nesta doença tão bem como o ranibizumab intravítreo injetado mensalmente. Além disso, isso também significa que, secundariamente, o bevacizumab também aparenta reduzir a espessura da retina, reduzir o fluido sub-retinal e resolver o sangramento sub-retinal tão bem como o ranibizumab.

O que o CATT não informa?

Os sinais de segurança dos novos medicamentos, principalmente de eventos relativamente raros como a endoftalmite, AVC ou infarto do miocárdio são notoriamente difíceis de detectar, muitas vezes durante anos após a aprovação e o licenciamento de uma terapia de droga nova. Exemplos disso são muitos, tal como o recall do Vioxx(R), os avisos de segurança de caixa preta quanto ao bevacizumab e rosiglitazone (Avandia(R)) sistêmico, que são apenas alguns exemplos pertinentes.

Felizmente, neste caso, temos acesso a uma grande quantidade de dados acumulados sobre a segurança ocular e sistêmica do ranibizumab, oriundos do agrupamento dos resultados de grandes testes clínicos. Na realidade, o AVC foi mencionado em uma etiqueta de advertência como sendo um risco legítimo da terapia ranibizumab intravítrea, especialmente para pacientes que tenham tido um AVC anterior ao fazer a terapia. Não temos esta informação quanto ao bevacizumab intravítreo e, infelizmente, o CATT não elimina esta preocupação relevante quanto à segurança.

A próxima etapa da Comparative Effectiveness Research (CER) é o IVAN, e testes subsequentes em todo o mundo, principalmente, na Austrália, França, Alemanha, Brasil, Noruega e Holanda serão realizados nos próximos anos. Estes testes devem ser concluídos independente dos resultados do CATT e do IVAN, porque os dados conjuntos destes testes serão cruciais para um melhor entendimento dos riscos de segurança destas duas drogas. Esperamos que os dados acumulados do teste clínico CER do bevacizumab vs. ranibizumab possibilitem uma meta-análise de alta qualidade da comparação dos sinais de segurança mencionados.

A preocupação com a segurança é válida nos debates sobre o uso off-label de alternativas ainda não comprovadas porém baratas e prontamente disponíveis das terapias licenciadas comprovadas. As comparações de segurança, apesar das semelhanças na eficácia, ainda não são fortes o suficiente para que tiremos conclusões que possam alterar a política pública.

O padrão de ouro para o tratamento de degeneração macular "úmida" relacionada à idade continua sendo o ranibizumab intravítreo. A economia de custo não pode fazer com que a preocupação com a segurança da doença ocular seja menor do que a da doença cardíaca.

AMDAI
A AMDAI (www.amdalliance.org) é um consórcio de 70 das principais organizações de visão, terceira idade e pesquisa presente em 27 países e é a única organização internacional do mundo dedicada exclusivamente à promoção de conhecimento, tratamento e pesquisa de degeneração macular .

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