SOURCE: Cisco

Cisco

November 02, 2011 15:56 ET

A nova moeda do mercado de trabalho - não é somente salário: estudo da Cisco destaca novas regras para atrair jovens talentos para o mercado de trabalho

Jovens profissionais desejam um ambiente aberto, que acomode mídia social, liberdade de dispositivos e trabalho remoto para se adequar ao seu estilo de vida e inspirar inovação. Eles preferem até salário menor, se necessário

SÃO PAULO, BRASIL--(Marketwire - Nov 2, 2011) - O desejo dos jovens profissionais e estudantes universitários de usar mídias sociais, dispositivos móveis e Internet com mais liberdade no local de trabalho é forte o bastante para influenciar a escolha de futuro emprego, às vezes contando mais do que o salário. É o que mostra um estudo internacional publicado pela Cisco, nesta quarta-feira, 2 de novembro.

Essa e outras descobertas destacadas no segundo capítulo do relatório 2011 Cisco Connected World Technology caracterizam a demanda da próxima geração do mercado corporativo por trabalhar remotamente e com mais flexibilidade em sua escolha de dispositivos. Essa demanda ilustra a importância da relação entre a Internet, a cultura da mão de obra e as vantagens competitivas das empresas, e surpreendentemente indica que os métodos tradicionais de atrair e reter jovens profissionais podem ser menos importante, uma vez que a geração do "milênio" abrange a maior parte da força de trabalho.

Principais resultados

  • O segundo relatório anual Cisco Connected World Technology, que pesquisou mais de 2800 estudantes universitários e jovens profissionais em 14 países, incluindo o Brasil, foi realizado para avaliar os desafios que as empresas enfrentam ao se esforçarem para equilibrar as necessidades dos funcionários e dos negócios em meio a demandas de rede, capacidades de mobilidade e riscos à segurança cada vez maiores.

Impacto sobre a escolha do trabalho e o salário

  • O estudo revelou que um em cada três alunos universitários e jovens profissionais com menos de 30 anos (33%) afirmaram que priorizariam a liberdade das mídias sociais, a flexibilidade de dispositivos e a mobilidade do trabalho em detrimento do salário ao aceitar uma proposta de emprego, indicando que as expectativas e as prioridades da próxima geração da mão de obra global não estão exclusivamente baseadas em dinheiro. No Brasil, 44% dos pesquisados também têm esta opinião.

  • Redes móveis, flexibilidade de dispositivos e a combinação de estilos de vida pessoais e profissionais são os componentes-chave de um ambiente e cultura de trabalho que são cada vez mais importantes na determinação de quais empresas surfarão na próxima onda do talento corporativo.

  • Mais de dois a cada cinco alunos universitários (40%) e jovens profissionais (45%) afirmaram que aceitariam um trabalho com remuneração mais baixa se tivessem flexibilidade em relação à escolha dos dispositivos, acesso a mídias sociais e mobilidade em vez de um trabalho com remuneração mais alta e menos flexibilidade. 44% dos estudantes e 59% do jovens profissionais brasileiros compartilham dessa opinião.

Influência da política de mídias sociais e dispositivos móveis na escolha do emprego

  • Mais da metade dos alunos universitários no mundo todo (56%) afirmou que se encontrassem uma empresa que proibisse o acesso a mídias sociais, eles prefeririam não aceitar a proposta de emprego ou aceitariam e buscariam uma forma de contornar a política corporativa. O índice no Brasil para esta questão foi de 77%.

  • Cerca de dois a cada três alunos (64%) no mundo afirmaram que planejam fazer perguntas sobre as políticas de uso de mídias sociais durante as entrevistas de emprego. A grande maioria dos jovens brasileiros pesquisados, 90%, afirmou que fariam essa pergunta. Além disso, um em cada quatro no total global (24%) disse que esse será um fator fundamental em sua decisão de aceitar uma proposta.

  • Mais de dois a cada cinco jovens profissionais no mundo todo (41%) afirmaram que suas empresas divulgaram a política referente a dispositivos flexíveis e mídias sociais para recrutá-los e atraí-los.

  • Quase um terço dos profissionais no mundo todo (31%) -- e 63% no Brasil -- acredita que seu nível de conforto com mídias sociais e dispositivos foi um fator de peso em sua contratação -- uma indicação de que as empresas reconhecem o valor que a geração do milênio fornece ao utilizar a tecnologia para ajudar na eficiência e na vantagem competitiva das companhias.

Influência do acesso remoto e flexibilidade de horas de trabalho na escolha do emprego

  • Para aqueles funcionários que são proibidos de acessar redes corporativas e aplicativos remotamente, o principal motivo entre eles diz respeito às políticas corporativas (48% globalmente e 44% no Brasil), incluindo a influência da cultura corporativa e a resistência em propiciar uma cultura de comunicação mais distribuída.

  • Apesar disso, os funcionários esperam maior flexibilidade no trabalho. Pelo menos um em cada quatro profissionais (29%) globalmente afirmou que a ausência do acesso remoto influenciaria suas decisões de trabalho, como sair das empresas mais cedo, faltar ou recusar ofertas de emprego abertamente. O índice no Brasil é de 44% dos jovens profissionais.

Importância dos dispositivos móveis

  • A importância dos dispositivos e das informações que eles contêm compete com a importância do dinheiro. Metade dos alunos universitários e jovens profissionais (49%) afirmou que preferiria perder a carteira ou a bolsa do que seu smartphone ou dispositivo móvel.

  • Os dias em que só um dispositivo era usado ficaram para trás. Mais de três a cada quatro profissionais (77%) têm vários dispositivos, como um laptop e um smartphone ou vários telefones e computadores. Um a cada três profissionais no mundo todo (33%) usa pelo menos três dispositivos para trabalhar.

  • Conforme comprovado nos dados acima, a maioria dos universitários globalmente -- sete em cada dez (71%) -- acredita que os dispositivos fornecidos pelas empresas devem permitir o uso pessoal e comercial graças à combinação das comunicações de trabalho e pessoais em seu estilo de vida diário. O índice no Brasil é de 86%.

  • Quatro em cada cinco estudantes universitários (81%) desejam escolher o dispositivo para seu trabalho -- seja recebendo fundos para comprar o dispositivo de trabalho de sua prefeência ou trazendo um dispositivo pessoal, além dos dispositivos padrão fornecidos pela empresa.

  • Cerca de sete em cada 10 profissionais (68%) acreditam que suas empresas devem lhes permitir acesso a mídias sociais e sites pessoais com seus dispositivos fornecidos para o trabalho.

  • Mais de dois a cada cinco universitários no mundo todo (42%) acreditam que as empresas devem ser flexíveis e receptivas quanto à sua necessidade de permanecerem conectados por meio de mídias sociais e sites pessoais.

Atitudes em relação à flexibilidade no local de trabalho e acesso remoto a rede

  • Três a cada 10 estudantes globalmente (29%) acham que assim que começarem a trabalhar terão o direito -- mais do que um privilégio -- de poder trabalhar remotamente com um cronograma flexível.

  • Atualmente, mais da metade dos profissionais (57% no mundo, sendo que no Brasil são 84%) pode se conectar à sua rede corporativa remotamente a partir de alguns locais, mas somente um a cada quatro (28%) pode fazê-lo a qualquer momento, de qualquer lugar. Dois em cada cinco (43%) consideram que a capacidade de se conectar à rede em qualquer lugar, a qualquer momento é essencial em seu trabalho.

  • Sete em cada 10 universitários (70%) acreditam que é desnecessário estar no escritório regularmente, com exceção de uma reunião importante. A grande maioria dos estudantes brasileiros, 90%, compartilha dessa opinião. Um em cada quatro de todos os pesquisados acha que sua produtividade aumentaria se tivesse permissão para trabalhar em casa ou remotamente. Os dados globais também foram refletidos pelos profissionais, com 69% acreditando que sua presença no escritório era desnecessária regularmente (o índice no Brasil chegou a 77%). Em contrapartida, o relatório de 2010 mostrou que três em cada cinco (60%) profissionais (de todas as idades) achavam desnecessário estar confinados em escritórios. A descoberta da versão de 2011 indica que a expectativa da mão de obra da próxima geração enfatiza, cada vez mais, a flexibilidade do trabalho, mobilidade e estilos de trabalho não convencionais.

  • Mais da metade dos alunos universitários e funcionários deseja acessar as redes corporativas de seus computadores pessoais (63% no mundo e 56% no Brasil) e dispositivos móveis pessoais (51%).

  • No futuro, a próxima geração da mão de obra mundial espera acessar as redes corporativas e os aplicativos em diversos dispositivos, não da empresa, como telas de navegação em veículos, telas em assentos nos aviões e televisões.

Sobre o estudo

  • O estudo foi encomendado pela Cisco e realizado pela InsightExpress, uma empresa independente de pesquisa de mercado com sede nos Estados Unidos.

  • O estudo confirma a compreensão da Cisco sobre os desafios atuais que as empresas enfrentam ao se esforçarem para atender às necessidades atuais e futuras dos profissionais e dos negócios, em meio a capacidades de mobilidade, riscos à segurança e tecnologia cada vez maiores, que podem fornecer aplicativos e informações de modo mais onipresente -- de centros de dados virtualizados e computação em nuvem a redes tradicionais conectadas e sem fio.

  • O estudo global consiste em duas pesquisas: uma com universitários e outra envolvendo jovens profissionais com até 20 anos de idade. Cada pesquisa incluiu 100 participantes de cada um dos 14 países, totalizando 2.800 entrevistados.

  • Os 14 países incluem Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Itália, Rússia, Índia, China, Japão e Austrália.

Citações de apoio:

  • Sujai Hajela, vice-presidente e gerente geral, unidade Wireless Networking da Cisco: "As descobertas do relatório Connected World Technology Report da Cisco fornecem uma percepção real quanto à forma como as informações são acessadas pelos universitários e jovens profissionais de TI e como as comunicações corporativas estão mudando. Além do impacto nas comunicações corporativas, o estudo fornece a comprovação de que a próxima geração de profissionais e suas demandas de tecnologia influenciarão as decisões de trabalho, contratação e uma nova era de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. A maneira como as empresas abordam essas demandas afetará inevitavelmente sua vantagem competitiva e o sucesso do RH. Não se trata mais de simplesmente uma tendência tecnológica. Trata-se de uma tendência corporativa."

  • Sheila Jordan, vice-presidente de Comunicação e Colaboração de TI da Cisco: "Essas descobertas junto aos universitários e jovens profissionais indicam que a liberdade para acessar mídias sociais e usar dispositivos é cada vez mais importante para a próxima geração da mão de obra mundial -- em alguns casos, é mais importante do que o salário. Os resultados do relatório Connected World Technology Report da Cisco demonstram como as empresas têm de reconhecer esse fato em números maiores e responder de acordo -- para muitos setores, o status quo dos ambientes de trabalho anteriores estão se tornando algo do passado."

Recursos de apoio:

Sobre a Cisco Systems

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