SOURCE: IASLC

IASLC

September 09, 2015 20:30 ET

Resumo da Coletiva de Quarta-feira da IASLC

Ciências Conduzem os Avanços na Luta contra o Câncer de Pulmão

DENVER, CO--(Marketwired - 9 de setembro de 2015) - Os pesquisadores de oncologia devem "se preparar" para acompanhar o ritmo rápido da pesquisa de câncer de pulmão, disse o Dr. David R. Gandara, Professor de Medicina, Divisão de Hematologia/Oncologia, Diretor, Programa de Oncologia Torácica, Consultor Sênior do Diretor, UC Davis Comprehensive Cancer Center, Sacramento, Califórnia

O Dr. Gandara apresentou o painel da conferência que está concentrado exclusivamente na ciência da pesquisa do câncer de pulmão, observando que é improvável que somente uma solução possa derrotar o câncer de pulmão. Recentes pesquisas demonstram que os pesquisadores estão refinando o conceito da "sala de aula ao leito" e que o ritmo das descobertas nos laboratórios para a clínica está acelerando.

"A evolução da subtipagem do carcinoma de células não-pequenas de câncer de pulmão (NSCLC) da histologia para a molécula, a integração dos biomarcadores previsivos para as terapias definidas genomicamente na prática clínica, e a tradução do melhor entendimento da imunobiologia para as imunoterapias de pontos são exemplos de 'sala de aula ao leito'", disse ele. "A maior colaboração multidisciplinar e internacional são essenciais para o rápido avanço científico da pesquisa e tratamento do câncer de pulmão. A medicina de precisão baseada nas características moleculares do tumor já mudou drasticamente a vida de muitos prováveis pacientes de câncer de pulmão, e ainda vai mudar muito mais".

Inclusão do anticorpo monoclonal no tratamento de quimioterapia não melhora a sobrevivência em geral
A inclusão do anticorpo monoclonal bevacizumab no tratamento de quimioterapia de pacientes com carcinoma de células não-pequenas de câncer de pulmão (NSCLC) não melhora a sobrevivência em geral, de acordo com a pesquisa apresentada pela Dra. Heather Wakelee, Professora Associada de Medicina (Oncologia) no Stanford University Medical Center, em Stanford, Califórnia, em nome do Grupo de Pesquisas de Câncer ECOG-ACRIN.

Entre 2007 e 2013, a equipe da pesquisa liderada pela Dra. Wakelee inscreveu 1.501 pacientes com NSCLC. O estudo selecionou aleatoriamente pacientes para receber somente quimioterapia ou quimioterapia com bevacizumab a cada três semanas durante um ano.

Pacientes em estágio IB ( > 4 centímetros) ressectados para IIIA (American Joint Committee on Cancer (AJCC) 6th Edition) de NSCLC foram inscritos de seis a 12 semanas após a cirurgia e estratificados por regime de quimioterapia, estágio, histologia e sexo. Todos os pacientes deveriam receber quimioterapia auxiliar de quatro ciclos planejados de cisplatina de 75 mg/m2 a cada três semanas com vinorelbina, docetaxel, gemcitabina ou pemetrexed.

A pesquisa selecionou aleatoriamente pacientes 1:1 para a opção A (quimioterapia somente) ou opção B, com adição de bevacizumab 15 mg/kg a cada três semanas com início no ciclo 1 de quimioterapia com duração de um ano. Não foi permitida a terapia de radiação pós-operatória. O estudo tinha 85 por cento de capacidade de detectar 21 por cento da redução da taxa de perigo para a sobrevivência em geral (OS) com um teste de nível de 0,025 em um lado. A adição de bevacizumab como auxiliar da quimioterapia não melhorou a sobrevivência dos pacientes com ressecção cirúrgica no estágio inicial do NSCLC.

"O estudo destaca a importância dos testes aleatórios para provar -- ou desprovar -- a utilidade de medicamentos em diferentes estágios da doença", disse a Dra. Wakelee. "Com o desenvolvimento de outros agentes ativos no câncer de pulmão metastático será importante investigá-los profundamente nas etapas iniciais e não supor que os benefícios observados nos estágios avançados serão observados também nos estágios iniciais, embora estejamos esperançosos".

Deixar de fumar reduz a mortalidade nos voluntários com triagem com baixa dosagem de CT
Os pacientes que deixaram de fumar e se inscreveram em um programa de triagem com tomografia computadorizada de baixa dosagem (LDCT) tiveram uma redução de três a cinco vezes na mortalidade, de acordo com a pesquisa apresentada pelo Dr. Ugo Pastorino, Diretor de Cirurgia Torácica, IRCCS Istituto Nazionale dei Tumori Foundation, Milão, Itália.

O Dr. Pastorino e sua equipe analisaram 3.318 fumantes pesados inscritos na triagem de LDCT. Os pacientes foram divididos em dois grupos: fumantes e ex-fumantes, sendo que os últimos incluíram ex-fumantes na ocasião da triagem de linha de base e que deixaram de fumar durante o período da triagem.

O Dr. Pastorino desenvolveu este estudo porque, embora os programas de triagem como o do National Lung Screening Trial (NLST) tenham atingido uma redução 7 por cento na mortalidade de qualquer causa com a triagem de LDCT, nenhum estudo anterior havia analisado o impacto do hábito de fumar no resultado da triagem.

Após acompanhar os pacientes inscritos, a equipe do Dr. Pastorino observou 151 mortes no grupo de fumantes e 109 no grupo dos que haviam deixado de fumar. Comparado com o grupo de fumantes, as pessoas que deixaram de fumar tiveram uma redução de 23 por cento na mortalidade.

"Deixar de fumar está associado com uma redução substancial da mortalidade em geral dos fumantes pesados inscritos nos programas de triagem de LDCT", ele continuou. "O benefício de deixar de fumar parece ser de três a cinco vezes maior do que o detectado anteriormente em um teste NLST".

Novo estudo revela novos mecanismos de resistência a TKI
O mutante EGFR (M+) é um dos oncogênicos condutores mais comuns do câncer de pulmão, e é tipificado por uma taxa alta de resposta ao tratamento com o inibidor da quinase de tirosina (TKI), e sobrevivência sem progressão média de 10 meses, normalmente devido à emergência de T790M. A arquitetura e espectro genômicos dos tumores EGFR M+ pode revelar informação sobre o mecanismo da falha dos tratamentos.

Uma equipe liderada pelo Dr. Daniel SW Tan, Consultor, Oncologia Médica, National Cancer Centre Singapore e Clinician Scientist Fellow do Genome Institute of Singapore, realizou um estudo realizou a sequenciação completa do exoma e do RNA para determinar a arquitetura genômica do câncer de pulmão mutante EGFR simples, (N=9, 47 setores), bem como para elucidar os mecanismos de resistência da análise de uma série de biópsias resistentes à TKI.

Ele concluiu que as mutações EGFR normalmente ocorre nos troncos e que estes tumores geralmente tem um peso de baixa mutação no exoma (mediana 48, Faixa 9-98). A equipe também observou troncos curtos e alta diversidade clonal nos pacientes do leste da Ásia com câncer de pulmão. A mutação de tronco é encontrada em todas as regiões de um determinado tumor, enquanto as mutações privadas ou de ramo são encontradas somente em certas partes do tumor.

O sequenciamento de multi-região identificou ainda a coexistência de alterações no tronco condutor como um possível mecanismo de resistência primária no EGFR TKI, encontrado em 10-20 dos pacientes com mutações EGFR ativantes.

"Provavelmente outros subgrupos adicionais dos pacientes positivos e negativos para T790M com grande peso de mutação surgirão e podem passar a ser a base para as abordagens terapêuticas novas, inclusive a imunoterapia", disse o Dr. Tan.

Estudo de Cetuximab inibidora de EGFR confirma a estratégia com biomarcadores para pacientes em particular
A análise de um grande estudo na Fase III (S0819) que investigou a adição de um anticorpo monoclonal voltada para o receptor de fator de crescimento epidérmico (EGFR) para os pacientes em quimioterapia com carcinoma de células não-pequenas de câncer de pulmão (NSCLC) indica que os pacientes de câncer de pulmão de célula escamosa com tumor positivo no número da cópia do EGFR (FISH) têm um benefício de sobrevivência, enquanto os pacientes com histologia não escamosa e os com resultado negativo para EGFR FISH não têm a vantagem da sobrevivência.

O Dr. Roy Herbst, Professor de Medicina da Ensign, Professor de Farmacologia, Dirigente de Oncologia Médica, Diretor do Programa de Pesquisa Oncológica Torácica, Diretor Associado de Pesquisa Translacional, Yale Comprehensive Cancer Center, Yale School of Medicine, New Haven, Conn. apresentou a pesquisa em nome de SWOG, um grupo nacional patrocinado pelo Instituto Nacional do Câncer e National Clinical Trials Network (NCTN).

Pesquisas anteriores demonstraram que o cetuximab aumenta moderadamente a sobrevivência dos pacientes com NSCLC avançado.

"O nosso trabalho anterior sugere que o número de cópia do gene EGFR medida pela fluorescent in-situ hybridization (FISH - Hibridização in-situ Fluorescente) poderia identificar os pacientes que mais provavelmente se beneficiariam com a adição do cetuximab", disse Herbst.

Os pacientes que qualificam para este teste de Fase III foram recém-diagnosticado com Estágio IV de NSCLC. Foi permitida a inscrição de pacientes com metástases controladas do cérebro. O estudo exigiu que todos os pacientes permitissem a tomada de amostra de tecido para teste molecular, inclusive de EGFR FISH, que foi um ponto final co-primário do teste. A randomização foi estratificada quanto à sua apropriação para o tratamento com bevacizumab, fumante ou não fumante, e subestágio M. Os objetivos co-primários eram de progression-free survival (PFS - sobrevivência sem progressão) em pacientes positivos para EGFR-FISH (FISH+) e sobrevivência geral (OS) na população geral do estudo (OSP).

"O carcinoma de célula escamosa é um subtipo de minoria do câncer de pulmão no qual observamos poucas terapias focadas nos últimos 20 anos. Estes dados geram hipóteses, sugerindo que o EGFR FISH é um biomarcador potencial que pode ser usado para estudar o cetuximab ou medicamentos semelhantes no futuro", disse Herbst. "Estes dados confirmam o uso deste biomarcador para determinar quem deveria receber um inibidor de anticorpos EGFR com quimioterapia dentro do subgrupo escamoso".

Análise correlativa EGFR IHC e FISH (Teste SQUIRE):
Anteriormente, os pesquisadores que apresentaram o resultado do estudo SQUIRE demonstraram que a adição de necitumamub à gemcitabine-cisplatin melhorou a sobrevivência em geral dos pacientes no estágio IV do carcinoma de células não-pequenas escamosas de câncer de pulmão (NSCLC). Baseada nestas conclusões, o Dr. Fred R. Hirsch, Professor Medicina e Patologia da University of Colorado, apresentou hoje a análise adicional do relacionamento da proteína do receptor de fator de crescimento (EGFR) e número da cópia do gene EGFR.

A análise não demonstrou nenhuma tendência consistente ou pontos de corte óbvio para o relacionamento entre a sobrevivência geral ou sobrevivência sem progressão com a proteína EGFR com valores de IHC quando comparado com opções de tratamento. Tecidos do tumor com resultados avaliáveis da análise EGFR FISH exploratória de 51,0 por cento dos pacientes foram arquivados. Do total, 208 pacientes (37,3 por cento) apresentaram aumento do número de cópias de gene EGFR (FISH positivo). O estudo observou uma tendência para um benefício ainda maior para os pacientes EGFR FISH positivos. O tratamento com HR de pacientes FISH positivos e negativos foi de 0,70 e 1,02 para OS, e 0,71 e 1,04 para PFS. No entanto, a interação do ganho de número de cópia de gene EGFR com o tratamento não teve significância estatística nem para o OS nem para o PFS.

Hirsch concluiu que a análise da expressão da proteína EGFR não identificou tendências consistentes quanto à eficácia dos resultados dos valores IHC. No entanto, o ganho de número de cópia de gene EGFR mostrou uma tendência a um HR mais favorável. Os dois biomarcadores, principalmente o FISH, apresentaram tendências potenciais para uma maior pesquisa em testes futuros.

A coletiva com a mídia foi moderada pelo Dr. Paul A. Bunn, Jr., ex-CEO da IASLC, Distinto Professor, Divisão de Oncologia Médica da University of Colorado Cancer Center da Univ. of Colorado School of Medicine.

WCLC:

A WCLC é a maior conferência do mundo dedicada ao câncer de pulmão e outras doenças malignas do tórax pois atrai 7.000 pesquisadores, médicos e especialistas de mais de 100 países. O objetivo da conferência é aumentar o conhecimento e a colaboração para que os desenvolvimentos mais recentes no câncer de pulmão sejam entendidos e implantados em todo o mundo. Com o tema "A Luta contra o Câncer de Pulmão", a conferência abrangerá uma ampla variedade de disciplinas e apresentará resultados de vários estudos de pesquisa e testes clínicos. Pela primeira vez a IASLC convidou sobreviventes para participar da conferência gratuitamente. Para mais informação sobre a 2015 WCLC, visite: http://wclc2015.iaslc.org/.

IASLC:

A International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC) é a única organização global dedicada exclusivamente ao estudo do câncer de pulmão. Fundada em 1974, a associação conta com quase 4.000 especialistas de concluiu em 80 países. Para mais informação, visite: https://www.iaslc.org/.

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