SOURCE: UFCW Canada

September 01, 2010 19:54 ET

Trabalhadores migrantes protestam na Embaixada do Canadá na Guatemala

Trabalhadores migrantes da Guatemala levantam a voz para denunciar o abuso e a exploração do programa de trabalhadores estrangeiros temporários

GUATEMALA CITY, GUATEMALA--(Marketwire - September 1, 2010) - Centenas de trabalhadores migrantes da Guatemala e suas comunidades aliadas marcharam na cidade da Guatemala até às escadas da Embaixada Canadense na quarta-feira para protestar contra o tratamento abusivo dos migrantes no programa de Trabalhadores Estrangeiros Temporários do Canadá. Os trabalhadores do protesto foram demitidos e repatriados por defender os direitos trabalhistas e humanos no Canadá.

O UFCW do Canadá, o Agriculture Workers Alliance (AWA), a Global Workers Justice e várias outras organizações da Guatemala e internacionais também participaram da demonstração e apoiaram ao pedido da completa revisão do Programa de Trabalhadores Estrangeiros Temporários porque o programa do governo federal não fornece para os trabalhadores imigrantes proteção legal ou acesso ao sistema judiciário mesmo quando o trabalhador é maltratado.

Os protestante pedem que o governo federal do Canadá acabe com a exploração dos trabalhadores imigrantes da Guatemala nas mãos da International Organization for Migration (IOM) e das associações agrícolas inescrupulosas do Canadá. O protesto foi organizado pela AGUND - a Association of Guatemalans United for Our Rights - que pediu que o governo federal do Canadá recontrate todos os trabalhadores imigrantes da Guatemala que tenham sido demitidos após reclamarem que seus direitos trabalhistas e humanos estavam sendo violados.

Em cada temporada cerca de 4.000 imigrantes da Guatemala trabalham nas regiões agrícolas do Canadá. Na quarta-feira, alguns dos ex-trabalhadores denunciaram o sistema falho do TFW que permite que os empregadores canadenses demitam e deportem os trabalhadores que fiquem doentes, seja machucados no trabalho, ou simplesmente se recusem a cumprir com as condições intoleráveis de trabalho e moradia. Eles também denunciaram o governo canadense por fazer vista grossa a outras violações do TFW, como a de confisco dos documentos pessoais dos trabalhadores, o não fornecimento de assistência médica no Canadá, e as ameaças de demissão e colocação dos nomes dos trabalhadores em uma lista negra caso eles exerçam seu direito de entrar para um sindicato no Canadá.

"O governo canadense não pode fingir que o problema ocorre somente com alguns empregados ruins", disse Wayne Hanley, o Presidente Nacional do UFCW do Canadá. "Não é de se espantar que os trabalhadores estejam com raiva do nosso governo federal. Tem havido uma cumplicidade na violação dos direitos fundamentais dos trabalhadores com a permissão de que a indústria agrícola e o IOM tratem os trabalhadores imigrantes como mercadorias descartáveis".

O UFCW do Canadá é o maior sindicato do setor privado do Canadá que há anos vem liderando a campanha para justiça dos trabalhadores agrícola domésticos e imigrantes.

"O fato é, que nos últimos 7 anos o IOM vem trabalhando em conluio com a indústria agrícola canadense e o nosso governo federal para contratar e importar mão-de-obra barata para o Canadá", disse Hanley. "O governo federal tem apoiado

estes contratos de trabalho do TFW - contratos que violam as leis da província, do Canadá e internacionais quanto aos direitos trabalhistas e humanos".

Na sequência do protesto na Cidade da Guatemala - a maior ação civil acontecida na embaixada canadense na cidade - os funcionários consulares se reuniram com os representantes do UFCW Canada, AWA, Global Workers Justice e o AGNUD para discutir a situação dos imigrantes da Guatemala sob o Programa de Trabalhadores Temporários Estrangeiros.

No início do mês passado, o UFCW do Canadá lançou uma campanha internacional (www.ufcw.ca) para chamar a atenção do abuso aos trabalhadores imigrantes da Guatemala no Canadá. Em julho, o UFCW do Canadá também se uniu aos trabalhadores imigrantes do México fora da embaixada canadense na Cidade do México para protestar contra o TFW.

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